Padre João Lúcio Benfica: uma vida dedicada ao amor, à fé e ao povo

A partida para a eternidade do Padre João Lúcio Benfica, aos 59 anos, foi muito sentida e teve despedida emocionando nos funerais, realizados no Santuário do Senhor Bom Jesus, em Manhumirim. A mote do Padre João Lúcio, sacerdote sacramentino, missionário incansável e verdadeiro servo de Deus ocorreu na madrugada de 24 de agosto, às 3h30. Sua partida, aos 59 anos, deixa uma marca profunda de saudade, mas também um legado luminoso de humildade, carisma e dedicação ao Reino.

Nascido em 9 de novembro de 1965, em São João da Figueira (Durandé-MG), João Lúcio cresceu em meio à simplicidade da vida rural. Filho de Alair Alves Gomes e Maria Benfica Gomes, herdou da mãe o sorriso acolhedor e do pai o senso de responsabilidade. Desde criança, enfrentou desafios com coragem: caminhava quilômetros descalço para estudar, vendia verduras com os irmãos e ajudava a cuidar do gado. Mesmo com poucos recursos, carregava na bagagem uma fé imensa e o desejo ardente de servir a Deus.

Foi tocado pela vocação ao assistir às missas do então Padre José Martins, hoje arcebispo de Porto Velho. A partir daí, sua vida tornou-se uma peregrinação de fé e serviço. Envolveu-se com a catequese, com os Vicentinos, com a Cruzadinha, e nunca deixou de buscar meios para estudar e se preparar para o sacerdócio.

Em 1997, após uma longa caminhada de formação e missão, foi ordenado sacerdote em Manhumirim. Desde então, exerceu seu ministério com entusiasmo em Minas Gerais, Ceará, Mato Grosso e também na África, onde viveu por alguns anos como missionário. Atuou como ecônomo-geral da Congregação dos Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora e como vigário paroquial em Alto Jequitibá, na Paróquia Nossa Senhora da Conceição. Em Manhuaçu, contribuiu com a Paróquia São Lourenço e dirigiu a extinta TV Catuaí, levando a mensagem do Evangelho aos lares da região.

Padre João Lúcio era conhecido por seu jeito simples, seu carisma natural e sua profunda empatia com os mais humildes. Pregava com o coração, vivia com alegria e fazia amizades por onde passava. Seguia os passos do fundador da congregação, Padre Júlio Maria de Lombaerd, com fervor e fidelidade.

Nos últimos anos, enfrentou com bravura o tratamento contra o câncer. Submeteu-se à rádio e quimioterapia, e mesmo debilitado, continuava a servir com amor. Internado para uma cirurgia, teve complicações no pós-operatório e não resistiu.

O último adeus foi marcado por lágrimas, orações e homenagens de familiares, amigos, religiosos e fiéis. Em nota, o Superior da Congregação, Pe. José Raimundo da Costa, declarou:

“Padre João Lúcio foi um padre que amou apaixonadamente o sacerdócio, a Igreja e a congregação.”

O bispo de Caratinga, Dom Juarez Delorto Secco, também manifestou pesar pela perda de um sacerdote tão dedicado e inspirador.

Hoje, celebramos não apenas sua memória, mas a certeza de que sua missão continua viva nos corações que tocou. Que seu exemplo de fé, humildade e serviço inspire novas vocações e fortaleça a caminhada de todos que desejam seguir Jesus Cristo.

Confira a cobertura completa da despedida com Teo Nazaré, para a TNTV e o Portal Cidade Total:

 

 

Por Téo Nazaré