Academia Manhuaçuense de Letras realiza sessão solene e lança livro

Em sessão realizada nesta sexta-feira,22, a Academia Manhuaçuense de Letras recebeu os acadêmicos, convidados, para participarem do lançamento de mais um livro. Dessa vez, o acadêmico e advogado, Joventino Ribeiro da Silva lançou o livro intitulado “ A República do Manhuaçu”.

O livro é fruto de anos de pesquisa e estudos por parte do autor, para conhecer a história da cidade e do homem que, em 15 de maio 1896, proclamou a independência e fundou a República de Manhuaçu (à época com ss), instituiu moeda própria e assumiu o poder na região. Sempre atento aos acontecimentos e amante da escrita, Joventino Ribeiro começou a trabalhar a ideia, para escrever o livro falando de Serafim Tibúrcio, um líder de uma revolta popular.

O livro nasceu quando aconteceu a celebração do Centenário de Manhuaçu, e incentivado por padre Júlio Pessoa Franco. A partir daí passou a realizar levantamentos de fatos relevantes, ocorridos na região. Conheceu a história de Serafim Tibúrcio, que foi um grande homem aos feitos da época, além do comportamento e suas atitudes.  Durante a pesquisa, despertou curiosidade sobre o motivo de Serafim Tibúrcio não ter sido maçom, mesmo sendo um homem de influência. Foi fiscal de impostos, prefeito e exerceu outras atividades.

Joventino Ribeiro conta que, em 2003, estava acompanhando a série Guerra dos Farrapos e comparava o tempo passado e o agora. Havia semelhança com o que havia ocorrido em Manhuaçu.  Durante uma viagem ao Espirito Santo, encontrou pessoas que acharam interessante o fato de Manhuaçu ter sido país durante 22 dias e, ainda tinha moeda própria. A pesquisa do escritor revelou que Serafim Tibúrcio não pertenceu a nenhuma maçônica, porque à época, seus inimigos políticos o impediam de ser tornar maçom. No livro não há julgamento e, sim um romance para incentivar a leitura. “Serafim foi tropeiro, comerciante de fumo, cobrador de impostos, fazendeiro, delegado, prefeito e, por fim, líder de uma revolta popular. Foi um homem comum, que movido pelo profundo senso de dever e justiça, ousou desafiar as elites locais, deixando sua marca na história do interior de Minas Gerais”, detalha Joventino Ribeiro da Silva.

Com o lançamento do livro, o acadêmico Joventino Ribeiro passou a ser membro benemérito da Academia Manhuaçuense de Letras. Em seu lugar foi empossado o acadêmico, Eduardo Satil Alves.

No encerramento da cerimônia, o presidente da Academia Manhuaçuense de Letras, Dr. Luiz Gonzaga Amorim disse que a cada momento, torna-se mais relevante para a AML abrir as portas para novos escritores. Também enalteceu o empenho de cada acadêmico, para o bom desempenho das atividades e o fortalecimento da cultura.

  

Eduardo Satil