Investigação da Polícia Civil revela homicídio em caso tratado como suicídio
A morte do servidor público leva à mulher para a cadeia
A atuação minuciosa e técnica da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da Delegacia da Mulher, da Delegacia Regional de Polícia Civil de Manhuaçu foi decisiva para elucidar a morte do servidor público, Gerson Serafim Leite, 54 anos, inicialmente registrada como suicídio, mas que as investigações revelaram tratar-se, na verdade, de um homicídio.
Na tarde de ontem 02/12/2025, a Polícia Civil de Minas Gerais, por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (6ª DRPC de Manhuaçu/12º Departamento de Ipatinga), cumpriu em Manhuaçu o mandado de prisão preventiva de uma mulher investigada pela morte do próprio marido, ocorrida no bairro Santa Luzia, em Manhuaçu.
Entenda o caso
A Polícia Militar foi acionada na tarde de 07/11/2025 por familiares de um homem de 54 anos para atender a uma ocorrência inicialmente tratada como suspeita de autoextermínio, com uso de arma branca em ambiente residencial. Após o atendimento inicial, a perícia da Polícia Civil foi acionada. Equipe de socorro também compareceu ao local, mas o óbito foi confirmado, e o corpo encaminhado ao IML. A esposa teria apresentado uma versão de que, a vítima teria tirado a própria vida com uma faca que estava sobre o seu corpo.
Informações preliminares, sobretudo de testemunhas e familiares, indicaram que o homem, casado há cerca de 34 anos com uma mulher de 56, vivia um relacionamento descrito como conturbado e marcado por episódios de maus-tratos supostamente praticados pela esposa. Diante desses relatos, surgiu a hipótese de homicídio, e considerando a natureza sensível do caso e a dinâmica familiar envolvida, a Delegacia da Mulher de Manhuaçu assumiu as investigações.
As apurações apontaram que, apenas a vítima e a suspeita estavam na residência no momento dos fatos, sem indícios de participação de terceiros. O laudo pericial concluiu que a morte foi causada por instrumento perfurocortante, caracterizando ação violenta de terceiro e afastando a possibilidade de autoextermínio. A perícia também constatou que o ferimento encontrado na vítima era incompatível com a faca localizada sobre o seu abdômen, indicando que a arma utilizada no crime não estava na cena e sugerindo possível manipulação de evidências, sendo a perícia técnica muito importante para a solução do crime.
A investigada afirmou ter tido um “apagão” de memória após uma discussão com o marido
Diante dos elementos colhidos e da conclusão pericial que descartou qualquer hipótese de suicídio, a autoridade policial responsável pelo caso, delegada Dra. Adline Ribeiro de Mello Rodrigues representou pela prisão preventiva da investigada, considerando a necessidade de garantir a ordem pública, preservar a instrução criminal e assegurar a aplicação da lei penal.
A 1ª Vara Criminal de Manhuaçu decretou a prisão preventiva, que foi cumprida na tarde de ontem ( 02/12). A suspeita foi encaminhada ao Presídio. A Polícia Civil permanece com as investigações e deverá concluir o relatório final no prazo de 10 dias.
O caso teve grande repercussão em Manhuaçu, uma vez que a vítima era conhecida e estimada na comunidade
A prisão da investigada reforça o compromisso da Polícia Civil de Minas Gerais, no enfrentamento à criminalidade e na defesa da ordem pública, destacando que a instituição, inclusive por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher atua de forma imparcial, técnica e responsável, sempre visando à proteção das famílias e ao cumprimento do dever legal.
