Morre Angela Nazaré – Voz marcante e um legado em Manhumirim e região
Angela Nazaré Alves Lopes Um legado de fé, arte e amor incondicional
Nascida em Ribeirão das Neves, Minas Gerais, no ano de 1956, Angela Nazaré Alves Lopes veio ao mundo como uma luz suave e generosa, filha do policial militar José Evaristo Alves e de Maria Placedina Alves. Foi irmã entre doze — um lar repleto de vínculos fortes, fé e música, elementos que moldariam para sempre sua alma.
Desde jovem, Angela revelou sensibilidade artística e espiritual. Na década de 1970, brilhou como crooner das bandas JG7 e Vênus, encantando plateias em Ribeirão das Neves com sua voz envolvente. Mais tarde, ao retornar para Manhumirim, lugar onde vivera sua infância nas décadas de 60 e 70, uniu irmãos e amigos e fundou a inesquecível Banda Nazaré, que animou eventos e bailes nos anos 80 e 90, sempre em harmonia com sua vocação cristã.
Sua vida, contudo, ia muito além da música. Casou-se no dia 7 de maio de 1995 com José Bazim Pinheiro Lopes e formou uma linda família: seus filhos Davison Nazaré Alves e Maria Quitéria Pinheiro Nazaré Alves foram sua inspiração diária. Angela também se doava inteiramente à profissão de cuidar do outro — foi integrante dedicada da equipe de enfermagem do Hospital Padre Júlio Maria, onde exercia sua vocação com amor, alegria e fé.
Durante a pandemia, seu espírito devocional se tornou ainda mais evidente. Fundou com amigos a comovente Coroação de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, iniciativa que expressava todo seu amor pela Mãe Rainha. Sua última canção, “Visita a Maria”, foi uma entrega poética àquela que sempre a guiou. Angela também participou como atriz, com irmãos e amigos, de uma linda produção sobre a vida de José do Egito.
Mesmo após o diagnóstico de câncer, em 2021, não se entregou à tristeza. Pelo contrário — tornou-se ainda mais fonte de fé e inspiração. Continuou espalhando salmos, mensagens de esperança e composições dedicadas a Nossa Senhora. Era tratada com carinho no Hospital Fundação Cristiano Varella, em Muriaé, onde construiu laços com todos à sua volta.
Essa canção foi composta quando Angela Nazaré descobriu sua enfermidade e registrada em vídeo por Teo Nazaré:
Nos últimos dias de junho de 2025, mesmo inconsciente, Angela não silenciou. Cantava, murmurava orações, tentava escrever novos versos no leito. Seu espírito permanecia desperto, vibrante. Resistiu com serenidade até o sábado, 28 de junho, às 23h44, quando partiu em paz. Após sua despedida, o quarto foi tomado por um perfume intenso de rosas — um sinal inconfundível de que Nossa Senhora viera buscá-la em amor.
Angela Nazaré Alves Lopes não apenas viveu — ela tocou almas. Seu legado se traduz em gestos de ternura, em melodias de fé, em exemplos de coragem e devoção. A saudade será eterna, mas seu testemunho florescerá para sempre no coração de quem teve o privilégio de conhecê-la.
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Por Teo Nazaré







































































































