Ultramaratonista cumpre desafio de correr 151 km em 24h em Indaiatuba

A atleta Raquel Lacerda participou da Ultramaratona de Indaiatuba (SP), nesse final de semana, venceu o desafio de muito folego, adrenalina, cansaço e sagrou vice-campeã  na disputa, que durou 24 horas. Nesse período, a ultramaratonista conseguiu correr 151 km, com planejamento estratégico para superar alguns aspectos como fome, sede e calor, além das micro paradas para se alimentar e ir ao banheiro. Foram 24 horas, para percorrer as 377 voltas na pista de 400 metros.

Para concluir o desafio, Raquel Lacerda contou com sua experiência em  provas de longa duração, tempo líquido, determinação,  além de muito preparo físico e mental para vencer o desafio de Indaiatuba, garantindo com maestria o segundo lugar geral.

Ela explica que, a prova contou com muitas atletas de performance, para participarem ativamente de uma disputa, que exigiu muito. Para isso, o planejamento foi fundamental no desenvolvimento na pista.

A pista de 400m é plana, com superfície adequada para corrida, o que evitou lesões e facilitou a prática da modalidade. De acordo com a ultramaratonista, a cada volta tinha  a sensação que o desafio estava sendo superado, com todos as orientações do treinador sendo colocadas em  prática. “Eu me preparei bastante para essa prova. Não é fácil você correr 24 horas, sabendo que tem outros atletas o tempo todo tentando te alcançar. Tudo isso foi possível, porque estava bem fisicamente e mentalmente”, explica Raquel Lacerda.

Falta de patrocínio é a maior barreira

Considerada atleta de alto rendimento, Raquel Lacerda viajou até Indaiatuba com recursos próprios. Embora tenha solicitado o apoio financeiro do município, e sido aprovado pelo Conselho Municipal de Esportes, o recurso não foi liberado para custear as despesas pela Secretaria de Esportes.

“Fico triste com essa situação e, por ouvir desculpas que não justificam o que foi feito. A gente que pratica o esporte, principalmente a corrida precisa de apoio. Mas, as dificuldades surgem quando batemos à porta, para solicitarmos um patrocínio, ou seja, amparados por uma lei municipal que garante o transporte, o ressarcimento ou a viagem do atleta”, destaca.        (Eduardo Satil)