Academia Manhuaçuense de Letras celebra 34 anos com alegria e homenagens
Transcorreram na noite desta sexta-feira, 25, duas entre as mais importantes datas da cultura manhuaçuense. A comemoração pelo nascimento do escritor, José Lins do Rego Cavalcanti, e o aniversário da Academia Manhuaçuense de Letras. A Sessão Solene contou com a participação de acadêmicos e convidados, para a celebração dos 34 anos de existência da AML, que foi fundada em 21 de setembro de 1992.
Esse ano celebra também os 125 anos de nascimento do patrono da Academia Manhuaçuense de Letras. José Lins do Rego Cavalcanti foi romancista e jornalista. Nasceu no Engenho Corredor, Pilar, Paraíba, em 3 de junho de 1901, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 12 de setembro de 1957.
Foi nomeado em 1925 promotor em Manhuaçu, permanecendo aqui por um ano. Transferiu-se em 1926 para a capital de Alagoas, onde passou a exercer as funções de fiscal de bancos até 1930, e fiscal de consumo de 1931 a 1935. José Lins publicou o primeiro livro, Menino de Engenho (1932), obra que se revelou de importância fundamental na história do moderno romance brasileiro. O livro mereceu o Prêmio da Fundação Graça Aranha. Ao todo, o escritor publicou doze obras literárias.


A Academia Manhuaçuense de Letras, como sabido, moldou- se para preservar a cultura regional, além de despertar as pessoas à necessidade do conhecimento. Em seu discurso, o orador, acadêmico e professor Eduardo Portilho destacou a importância do momento vivido, ao comemorar 34 anos da Academia Manhuaçuense de Letras. “Desconheço, que outra entidade sobreviva sem qualquer ajuda para seus projetos. Nesse período longo de espera, a AML superou e estamos aguardando com ansiedade as melhoras. Nos 34 anos de existência, a academia relembra aqueles que passaram e deixaram o seu legado”, ressaltou Eduardo Portilho.


Em outro trecho do discurso, ele lembrou também que, a AML faz parte ou pode ser considerada um braço da Fundação Manhuaçuense de Cultura, bem como a responsabilidade para fazer algo em prol da cultura. Para Eduardo Portilho, o trabalho deve ser permanente a fim de formar o cidadão, para uma sociedade justa. Lembrou e agradeceu a ex-presidente e fundadora da Academia de Letras, Ilza Campos Sad, além do ex-presidente, Luiz Gonzaga Amorim. Nesses 34 anos, a cultura de “sacudir” a pessoa e colocá-la para olhar em sentido ao horizonte foi fundamental. “Todos os ex-presidentes souberam conduzir da melhor forma a entidade, sem verba pública ou privada, mas, jamais deixaram a Academia Manhuaçuense de Letras perder sua característica. Ao Dr. Luiz Amorim, nosso reconhecimento pelo que fez pela Academia de Letras”, ponderou o orador.
Noite de homenagens na Academia Manhuaçuense de Letras


Para marcar a data tão importante, a Sessão Solene foi de apresentação de Ballet e música. De maneira muito singular, a professora de Ballet do projeto Social Mover, Pollydiana Salazar, fez uma linda apresentação especial de Ballet Clássico. Os músicos, Téo Nazaré, Érica Otoni, Mariângela Bastos e Carioca apresentaram números musicais.


Em seguida, o ex-presidente e acadêmico, Luiz Gonzaga Amorim foi homenageado, como forma de agradecimento pela dedicação em cinco gestões como presidente da AML. O presidente da Academia, pastor Sérgio Veiga entregou ao homenageado um troféu e um diploma de Mérito Cultural. Outro momento marcante foi a entrega de 4 diplomas, pelo presidente da Seccional da Zona da Mata Mineira da Academia de Letras do Brasil, Delegado Cultural da Federação Brasileira das Academias de Ciências, Letras e Artes, professor Fabricio Santos. Ao entregar as homenagens ao presidente, pastor Sérgio Veiga, Fabrício Santos falou de sua alegria, em participar da comemoração dos 34 anos de existência da AML, onde é membro honorário.


Para o presidente da Academia Manhuaçuense de Letras, pastor Sérgio Veiga, a existência da academia é uma fascinante história. A Academia, que celebra nessa data 34 anos de vida e 125 anos do nascimento de seu patrono, enche de orgulho cada acadêmico. “Estive ausente de Manhuaçu durante 21 anos. Retornei a essa casa e, nessa data homenageamos o campeão das presidências, Dr. Luiz Amorim, que tem um carinho enorme por essa casa, assim como a professora Celeste Fraga. Que venham 35, 36 anos e quem sabe o centenário, com outras afilhadas da AML. Uma dessas é a possibilidade da criação da Academia de Letras de Espera Feliz”, detalhou o presidente Sérgio Veiga.

Reportagem: Eduardo Satil
