Academia Manhuaçuense de Letras celebra o aniversário de seu Patrono

Uma noite festiva com homenagens marcou a celebração do nascimento de José Lins do Rego Cavalcanti, que nasceu em 03 de junho de 1901, em Pilar, no estado da Paraíba. É o Patrono da Academia Manhuaçuense de Letras, que celebrou com júbilo seus 125 anos, na noite desta quinta-feira, 11, com a participação de acadêmicos, convidados e homenageados, para marcar a data tão importante do grande romancista e escritor, integrante da geração de 1930 do modernismo brasileiro.

Seus romances são caracterizados pelo realismo, regionalismo e crítica sociopolítica. José Lins do Rego foi promotor de justiça em Manhuaçu, em 1925. Em 1926 desistiu da carreira e mudou-se para a cidade de Maceió, onde trabalhou como fiscal de bancos.

A sessão solene teve a abertura com o Hino Nacional tocado pelo acordeonista, Estevam Rhodes, que demonstrou maestria e suavidade em cada nota musical. Em Seguida, um vídeo sobre a trajetória de José Lins do Rego foi exibido.

A apresentação do Ballet Pollydiana Salazar, que faz parte do projeto social Mover atraiu a atenção de todos os participantes, que estavam no Salão Nobre “Ilza Campos Sad”, para a noite de homenagens ao escritor e patrono da AML. As bailarinas demonstraram leveza e sintonia durante o momento, em que ocupavam o espaço com o ballet clássico.

Homenagem para quem faz a cultura movimentar

A solenidade teve mais um momento significativo, com homenagem a pessoas que, ao longo do tempo têm contribuído para o fortalecimento da cultura, preservação do patrimônio histórico e valorização da cultura na cidade. Foram agraciados com o Certificado de Mérito Cultural, a professora Pollydiana Salazar, o músico Estevam Rhodes, o secretário municipal de cultura, Willen Rcke Camargo Soares, o presidente do Conselho do Patrimônio Cultural, Daniel Clemente e o advogado e escritor, Mauro Bomfim, que além do diploma recebeu um troféu da Academia Manhuaçuense de Letras.

Dr. Mauro Bomfim destacou que, José Lins do Rego, em sua obra literária desencadeou a fonte de inspiração e técnica, para falar do ciclo da cana- de- açúcar em seu primeiro livro “Menino de Engenho”, publicado em 1932, como fonte de confiança de figura nacional, que retratou o sofrimento do povo. Lembrou ainda de Afonso Arinos, intelectual, que refletiu sobre o país a partir de temas como tempo, política e desenvolvimento. “Assim como José Lins abandonou o Ministério Público, para dedicar inteiramente ao jornalismo e a literatura. José Lins, nos cinco livros descreveu com propriedade o ciclo da – de- açúcar, vivido na infância junto a seu pai. No aniversário de 125 anos, estar em Manhuaçu e receber essa homenagem é motivo de muito orgulho”, destacou o homenageado.

O presidente da Academia Manhuaçuense de Letras, pastor Sérgio Veiga ressaltou a importância de José Lins do Rego para todos os acadêmicos e, ainda, as homenagens feitas às pessoas que zelam pela cultura. “Festejar esse dia é fortalecer a cultura em nossa cidade. Portanto, descrevo como uma noite memorável para a Academia de Letras”, disse pastor Sérgio Veiga. (Eduardo Satil)