Academia Manhuaçuense de Letras comemora aniversário da cidade e do JK

Para celebrar os 149 anos de emancipação político-administrativa de Manhuaçu, a Academia Manhuaçuense de Letras realizou a Sessão Solene, na noite desta sexta-feira,06. A solenidade foi coordenada pelo vice-presidente, Dr, Fábio de Sá, com a participação de acadêmicos e convidados. Celebrou também o aniversário de 50 anos de existência do Estádio Municipal Juscelino Kubitschek (Estádio JK).

Os dois momentos foram revividos através de documentários, preparados cuidadosamente para retratar como tudo começou até os dias atuais. A cidade que completou 149 anos começou lá em 1877, após o desmembramento de Ponte Nova. Iniciou-se o processo de desenvolvimento e, as conquistas construídas ao longo de gerações.

A Sessão Festiva foi o momento, em que a Academia abriu suas portas para as pessoas, para celebrar não só os seus membros, mas a própria força da história que engrandece o município. A Academia de Letras é um templo da palavra, um refúgio da memória e um farol da cultura de nossa gente, além do compromisso de manter viva a identidade do nosso povo.

Foi emocionante voltar ao passado e perceber que, ao longo dos 149 anos de trajetória, Manhuaçu avançou, transformou em um município referência cada vez mais estruturado, preparado para o futuro, com avanços significativos nas áreas da educação, saúde, cultura, esporte e no desenvolvimento econômico.

O Estádio que trouxe tanta alegria                            

Uma saudade para todos do esporte, que participaram da Sessão Solene em comemoração aos 50 anos do Estádio JK (que é dia 09/11). O Estádio Municipal Juscelino Kubitschek (Estádio JK) foi construído na década de 1970 e inaugurado oficialmente em 9 de novembro de 1976, pelo então prefeito Getúlio Vargas.

Um documentário mostrou momentos emocionantes, vividos por torcedores que iam ao estádio para vibrar com o time.  Pessoas que viram o Ipiranga (Verdão) conquistar a 1ª Divisão, ser campeão mineiro. Mexia com a torcida. O Fluvasan que levava os torcedores para a arquibancada do JK. A homenagem feita pela Academia Manhuaçuense de Letras, contou a com participação de pessoas ligadas ao esporte da cidade, que participaram ativamente do desenvolvimento do esporte.

O Estádio JK era feito de gente, de gritos e de memórias. Ele não era só um campo. Era o ponto de encontro de toda a cidade. Era domingo de manhã, era camisa do time no varal, era o cheiro de pipoca, era o apito do vendedor de picolé se misturando com o apito do juiz.

Ali, no JK, as pessoas aprenderam a torcer juntas e, o coração batia junto com o tambor da torcida. Quando o gol saía, não tinha estranho. Todo mundo se abraçava. Pai abraçava filho, vizinho abraçava vizinho, quem nem se conhecia virava amigo por 90 minutos. Quantas alegrias aquele gramado deu para os manhuaçuenses, que viram o Ipiranga, viram o Boston City, viram campeonatos amadores, viram escolinha de menino descalço sonhando em ser craque. Por isso, celebrar os 50 anos do Estádio JK é despertar a memória de quem viveu, pois ele vira história, vira saudade, vira patrimônio afetivo de um povo.

Para o vice-presidente da Academia Manhuaçuense de Letras, Dr. Fábio de Sá, os dois momentos comemorados são marcantes para a instituição e, na vida de todos os presentes.

O ex-presidente e acadêmico, Dr. Luiz Amorim relembrou pontos importantes do município, avanço, além das conquistas ao longo desses anos. Enalteceu ainda, a sua alegria em receber convidados que viveram a história do Estádio JK para o momento presente, visto que, estádio que traz alegria não envelhece.