Morador de rua dorme ao relento e internauta pede socorro
A cena de um morador de rua dormindo ao relento, no fim da Rua Esmerada, no distrito de Realeza frequentemente desperta comoção e preocupação. Desde a semana passada o morador, Cristiano Moreira tem cobrado incessantemente nas redes sociais uma ação humanitária, para que seja oferecido o mínimo de dignidade ao morador de rua, que, segundo ele é bastante conhecido na localidade.
Cristiano Moreira acionou a reportagem para acompanhar o caso, que o deixou abalado com a situação, devido ao frio intenso da semana passada em Realeza, que registrou temperatura baixíssima. Ele disse que, ao sair para caminhar deparou com o homem deitado sobre papelão e apenas um cobertor próximo a vegetação, tremendo e com dificuldade para falar.
Diante da triste cena, retornou à sua casa, pegou algumas peças de roupas e doou para que pudesse sentir-se um pouco agasalhado. “Foi difícil olhar aquele moço deitado no final da rua. É uma pessoa tranquila, sem vícios e não incomoda ninguém, mas ninguém sequer olha para a situação de um ser humano. Ele pega comida no lixo para alimentar e, com esse frio todos nós precisamos olhar para esses menos favorecidos, que sentem a dor do frio, relata Cristiano Moreira.
De imediato, a reportagem levou o caso ao conhecimento do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), para pedir providências, principalmente ir ao local a fim verificar a condição vivida pelo morador de rua. Todas as informações foram fornecidas, para chegar à pessoa. Houve a informação de que, esse moço é oriundo da cidade de Ipanema onde tem vínculos familiares, porém, não consegue adaptar e permanecer com a família.
Os dias passaram. Nesta segunda-feira, 15, novamente as redes sociais mostraram que nada foi feito pelo solitário morador de rua. Sensibilizado, Cristiano Moreira novamente pediu a colaboração dos órgãos governamentais, que possam dar a assistência necessária ao homem, que continua no relento enfrentando o tenebroso frio. “Eu só peço que consigam um abrigo para ele, nesse período de inverno. Aqui em Realeza o frio é mais intenso e, não podemos ficar na inércia assistindo uma cena tão triste, onde um ser humano é castigado pelo frio da madrugada”, desabafa Cristiano Moreira.
Eduardo Satil
