População das bicicletas elétricas acende alerta para segurança nas ruas
Tem sido uma cena comum e intensa nas ruas de Manhuaçu, a circulação de bicicletas elétricas, por serem mais rápidas e práticas que as bicicletas convencionais. A cada dia vão ganhando espaço e conquistando as pessoas, que precisam chegar mais rápido ao destino, sobretudo, para aqueles que querem fugir do engarrafamento
Mas, agora surge uma preocupação com o número de adolescentes, que estão usando as bicicletas elétricas, sem o mínimo de segurança e consciência, quanto ao risco de atropelamento nas ruas e calçadas. A situação considerada preocupante tem chegado ao Conselho Tutelar, que reuniu nesta terça-feira,09, com membros do Conselho de Segurança Pública (Consep), para discutirem o assunto.
De acordo com os representantes do Conselho Tutelar, reclamações têm chegado ao órgão, de que adolescentes estão utilizando as bicicletas elétricas em alta velocidade e na imprudência da condução, em áreas que são compartilhadas com pedestres, idosos, pessoas andando pelas calçadas. “Por todos os cantos, a cena se repete como se fosse algo normal. Precisamos fazer algo, para conscientizar os usuários das bikes elétricas e os pais, que deixam seus filhos menores circularem por aí, colocando em risco a integridade de terceiros. Não podemos ficar de braços cruzados”, disse um dos conselheiros.

Para o presidente do Consep, Anízio Gonçalves, o caso requer atenção especial e, o órgão estará oficializando as demais instituições, Departamento de Trânsito e, Judiciário, Ministério Público e, juntos buscar solução para um problema grave. Uma campanha educativa e permanente, para chamar a atenção dos pais à responsabilidade será planejada, palestras nas escolas, com o foco nas bicicletas elétricas usadas por adolescentes.
Falta de cuidado e insegurança para os pedestres
O que as pessoas percebem é a falta de preparo dos usuários das bicicletas elétricas. Muitas pessoas transitam na contramão, em calçadas ou avançam sinais, e podem causar acidentes graves, envolvendo pedestres e outros veículos. Para garantir a segurança, foi estabelecido pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) regras claras para as bicicletas elétricas. Potência máxima: O motor não pode ultrapassar 1000 W. Velocidade limite: O auxílio do motor deve cortar ou limitar a velocidade a 32 km/h. onde circular: Devem circular nos mesmos locais, que as bicicletas convencionais. Em calçadas e passarelas, a velocidade máxima permitida é de 6 km/h.
Além disso, torna-se obrigatório o uso de campainha, sinalização noturna (dianteira e traseira), espelho retrovisor e pneus em boas condições. A base legal que classifica as bicicletas elétricas é nacional, estabelecida pelo Código de Trânsito Brasileiro (Resolução 996 do CONTRAN). O município pode regulamentar o uso da bicicleta elétrica, mas essa autonomia é restrita. A prefeitura pode definir onde e como esses veículos circulam (como proibir o tráfego em calçadas ou determinar limites de velocidade), mas não pode mudar sua natureza jurídica nem criar exigências de CNH ou emplacamento. (Eduardo Satil)

