Sarau Cultural “A República” celebra arte, memória e identidade local

A Fundação Manhuaçuense de Cultura, em parceria com o projeto Vanguarda reuniu pessoas que admiram a cultura, para o Sarau Cultural “A República”, numa referência ao momento histórico em que Manhuaçu foi um País, com moeda própria e durante 22 dias ficou sob o comando de Serafim Tibúrcio.

O evento aconteceu na noite desta quinta-feira, 17, Casa de Cultura “Ilza Campos Sad”, reuniu instrumentistas, cantores, familiares e convidados do organizador, José Paulo Fraga, que se tornou um entusiasta da literatura e pesquisador nato, sobre a história e a cultura local.

Na abertura, a presidente da Fundação Manhuaçuense de Cultura, Celeste Fraga destacou a importância de um momento dedicado a celebrar a cultura, para a valorização da arte, da literatura e da cultura local, reunindo moradores em uma programação rica, gratuita e aberta ao público.

Em poucas palavras, Celeste Fraga explicou sobre o Sarau Cultural “A República”, que tem como principal marco o período de Serafim Tibúrcio no poder. Enalteceu a coragem do organizador na preparação do evento, ao convidar artistas ligados à cultura. “Sempre dedicado ao campo da pesquisa, José Paulo Fraga nos ajuda muito no enriquecimento da cultural local. O evento proporcionou um ambiente agradável, de encontro e expressão artística, com apresentações de música, poesia e exposição que encantaram os participantes”, pontou.

Para o presidente da Academia Manhuaçuense de Cultura, pastor Sérgio Veiga, o momento foi singular para promover o fortalecimento da cultura e, a descoberta de talentos. Ficou feliz em acompanhar as diversas apresentações, além de perceber que a iniciativa buscou estimular e promover o sentimento de pertencimento entre as pessoas, aproximando a população de sua própria história por meio da arte. Vários artistas se apresentaram, outros participaram com poesias de autoria do organizador do Sarau Cultural e, ao final receberam certificado de reconhecimento.

O organizador do Sarau Cultural, José Paulo Fraga, não conseguiu conter a emoção ao ouvir seus poemas escritos por histórias, sendo recitados pelos convidados.  Segundo ele, o motivo de tanta felicidade estava na grandiosidade do que a música e a poesia representam no seu dia a dia. “Essa expressão artística me envolve. É emocionante sentir o valor da nossa cultura. Tudo isso é extremamente gratificante, e fortalece ainda mais a identidade cultural da nossa cidade”, destacou José Paulo Fraga. (Eduardo Satil)