Seminário de Igualdade Racial discute o Racismo Institucional
O Conselho Municipal de Promoção pela Igualdade Racial, em parceria com a Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social, realizou na manhã desta terça-feira, 23, o 2º Seminário de Igualdade Racial, que teve como tema central o debate sobre o “Racismo Institucional” e as estratégias para sua superação.
Além dos representantes do município e convidados, também participaram alunos da Escola Estadual Carlos Nogueira da Gama (Reduto) e Faculdade do Futuro. A abertura do seminário teve apresentações artísticas, com demonstrações relevantes falando sobre racismo e, o significado da dança e um universo sem cor.
Através do tema central, o seminário discutiu o olhar crítico que todos precisam ter, para estabelecer o respeito e criar projetos de políticas públicas, ações concretas e ampliar as ideias que tragam bons resultados. A educação é essencial, para que as mudanças ocorram e, a sociedade se transforme com o trabalho e participação de todos.


Ao falar sobre o evento, o presidente do Conselho Municipal de Promoção pela Igualdade Racial, professor Luciano Lima, ressaltou sobre a importância da discussão acerca do Racismo Institucional. “A nossa alegria em ter a participação de estudantes, tem um significado importante, pois, aqui inicia a construção da mudança. A conscientização deve começar na escola e, o comprometimento deve ser de todos nós para essa transformação”, pontua o professor.
A professora Giuliane Quintino Teixeira e, a escritora Núbia Oliveira foram as palestrantes no 2º Seminário de Igualdade Racial. Com um olhar no tempo presente, as palestrantes chamaram a atenção para o respeito, empatia, e a forma com que boa parte da sociedade ainda pratica o racismo.
Núbia contou sua história, sofrimento, cotidiano e a infância vivida com o racismo e a discriminação. Para sobreviver passou por momentos difíceis.
“Minha vida deu uma reviravolta, a partir do momento que encarei o mundo e pensei que seria capaz. A discriminação ainda existe, mas a cada dia precisamos exigir respeito e empatia, de quem acha que a cor da pele faz a diferença”, disse Núbia Oliveira.
Eduardo Satil
