Situação das calçadas em Manhuaçu é tema no Rotary Club de Manhuaçu
Em todos os lugares, a falta de respeito para o cumprimento à lei de edificações em âmbito municipal regulamentada pelo Código de Obras, tem trazido preocupação nas mais diversas camadas sociais. Ao mesmo tempo, torna-se difícil entender por qual motivo não exige que as calçadas sejam feitas, para facilitar o acesso ao cadeirante, o idoso e quem possui limitação para se locomover.
Durante a reunião ordinária do Rotary Club, realizada nesta quinta-feira, 03, com a participação dos rotarianos e membros da Academia Manhuauense de Letras, o tema sobre a situação das calçadas esteve em pauta, pois, a calçada tem o seu papel como elemento de composição da rede de espaços públicos, onde acontece a mobilidade urbana.


Em reunião recente na Academia de Letras, a acadêmica Neire Leitão falou do projeto Avenidas de Serviços dos clubes rotários no mundo. E o Rotary Club de Manhuaçu, que tem como objetivo promover projetos sociais, dentre outros, através do projeto “Avenidas de Serviços” está elaborando um projeto, no sentido de sensibilizar a todos quanto às calçadas existentes na cidade, que não oferecem facilidade para locomoção. E para fortalecer mais as ações, o convite foi feito à Academia de Letras para participar da reunião. Os acadêmicos S. Jota de Moraes, Marcelo Morais, Eduardo Satil participaram da discussão acerca do assunto, para dar início a uma campanha denominação de “ O Grito”, a fim de chamar a atenção de todas as pessoas.
Neire Leitão destacou a importância do projeto “Avenidas de Serviços”, bem como a necessidade de a cidade oferecer acessibilidade às pessoas com limitação, para garantir segurança e locomoção. “Acreditamos que juntos, podemos alavancar a ideia e estabelecer parceria com outras instituições, que também são preocupados com a situação das calçadas”, disse.


Para o engenheiro civil, Marcelo Morais, a falta de fiscalização tem contribuído para essa situação crescente em Manhuaçu. Ele ressaltou ainda, sobre as dificuldades que a maioria encontra para andar nas calçadas, a falta de cuidado para a execução de um projeto de construção e as normas, que devem ser obedecidas. “A partir dessa discussão e troca de ideias, é importante abraçar a campanha “O Grito”, para que todos olhem as necessidades e o que pode ser feito. Juntos conseguiremos uma solução, para esse caso tão delicado”, pontuou Marcelo Morais.


A ideia também é defendida por S. Jota de Moraes. Ele lembrou também a implantação da campanha Olho Vivo na Faixa, em 2006. “Precisamos provocar toda a sociedade, porque são vergonhosas as calçadas existentes aqui. O engajamento de todas as instituições faz a diferença, para darmos um pontapé inicial e, de repente se tornar um projeto, uma campanha ambiciosa”, definiu S. Jota.
A calçada com a função do passeio é garantida pela Lei 12.587/2012, a Lei da Mobilidade Urbana, que formalizou a Política Nacional de Mobilidade Urbana. E, apesar de a calçada não estar nominalmente citada, essa lei determina que seja dada a prioridade ao pedestre na elaboração dos planos de mobilidade, instrumento necessário ao município para obter recursos federais, a serem investidos em mobilidade urbana. e quem possui limitação para se locomover. A lei de acessibilidade também garante que, as ruas, praças e calçadas devem ser projetadas sem barreiras, com rampas e pisos táteis.

Eduardo Satil
