Academia Manhuaçuense de Letras presta homenagem às mães
Em sessão solene realizada na noite desta sexta-feira,8, a Academia Manhuaçuense de Letras prestou homenagem ao Dia das Mães, que será comemorado domingo, dia 10. A noite especial foi marcada por vários momentos, demonstração de carinho ao amor que as mães têm pelos seus filhos, ao longo de toda a vida.
Para representar todas as mães, a AML recebeu a sugestão do acadêmico, Adair André da Silva, para fazer parte da solenidade especial, a moradora do Córrego do Valão (Sacramento), Maria Antônia Dutra ” Dona Fia”, de 102 anos de idade. Mãe de 11 filhos, vários netos e bisnetos, a homenageada fez questão de comparecer, acompanhada de todos os familiares à cerimônia.
Cheia de vitalidade e olhar fixo no presente, “Dona Fia” acompanhou todos os momentos dedicados a ela, representando todas as mães. A longevidade e a disposição de dona Maria Antônia Dutra entusiasmou a todos os presentes, dada a sua sabedoria, resiliência, o amor intergeracional e, a forma simples de caminhar com o tempo.


Os acadêmicos, Marcelo Morais, Adair André, Ranieri Duvanel e Maristela Rodrigues recitaram poesias falando do amor de mãe. Cristina Narciso também leu um poema escrito pela acadêmica, Nathalia Schittini sobre Mãe. Os acadêmicos, Mariângela Bastos, Érica Otoni e Téo Nazaré apresentaram lindas canções, que retratam a maior singeleza do amor de Mãe.


O verdadeiro papel da “rainha do lar”
A valorização e homenagem às mães de idade avançada, muitas chamadas de “mães da melhor idade”, especialmente próximo ao Dia das Mães” destacando seu valor, sua sabedoria para educar os filhos é o retrato da mãe, homenageada pela Academia Manhuaçuense de Letras. Dona Maria Antônia Dutra completará 103 anos, no dia 31 de dezembro. Quando celebrou seus 100 anos de idade, ela recebeu em sua residência o repórter Téo Nazaré, que contou a sua história. Sempre sorridente, ela lembrou da época da juventude, o início do namoro e a convivência no pequeno distrito de Sacramento. “Para namorar, o casal mantinha certa distância sob o olhar dos pais. Em determinado momento, os pais diziam que já era hora de o namorado ir embora. Era tudo respeitoso. Parece que vivi num mundo e, hoje vivo num outro mundo totalmente diferente”, pondera.


Hoje, com seus 102 anos, “Dona Fia”, como é carinhosamente chamada tem o respeito de todos da família. Sem alterar a voz e olhar sereno, ela consegue manter viva a união da família, que sente prazer em estar ao lado da “Matriarca”. A presença de todos os familiares, acompanhando “Dona Fia” para receber a homenagem, é a certeza de que a valorização e o respeito são pilares importantes. O filho de “Dona Fia”, José Augusto Dura disse que, todos os dias a mãe está sempre bem-humorada, realiza tarefas e sempre disposta. “Essa homenagem completa a nossa alegria, porque temos uma doce rainha ao nosso lado. A nossa maior alegria e sentir o seu amor e, o sorriso de mãe cuidadosa”, destaca orgulhoso.


Ao final da sessão solene, a acadêmica Nathália Schitini lembrou o dia 5 de maio, amplamente celebrado como o Dia Mundial da Língua Portuguesa, instituído para valorizar o idioma falado por mais de 265 milhões de pessoas. Ao recitar um poema alusivo à data, a acadêmica lembrou de vários escritores. O presidente da Academia Manhuaçuense de Letras, pastor Sérgio Veiga encerrou a sessão solene, com uma mensagem especial em homenagem ao Dia das Mães, salientando a importância e verdadeiro valor de Mãe. (Eduardo Satil)


