Presidente e diretor do Sintram vão à Câmara e denunciam perseguição a servidores

Na reunião de Comissões da Câmara de Vereadores, realizada na tarde desta segunda-feira, 04, para analisar projetos que serão voltados na próxima sessão ordinária, foi concedida a fala na Tribuna ao presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (SINTRAM), Márcio Silva Correa e do diretor sindical, Leandro Alves. Os diretores sentiram a necessidade de usar o espaço Legislativo, para despertar os vereadores quanto a situação que os servidores estão passando, que inicia na desvalorização, perseguição, falta de diálogo e de pagamento àqueles servidores que trabalham em locais insalubres.

Os profissionais aguardam há mais de quatro anos  pela boa vontade do município, para contratar uma empresa para a elaboração do LTCAT (Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho). O documento obrigatório é exigido pelo INSS, para comprovar se trabalhadores estão expostos a agentes nocivos (físicos, químicos ou biológicos). Ele fundamenta o Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), essencial para a aposentadoria especial. O documento deve ser elaborado por engenheiro de segurança ou médico do trabalho.

O sindicato lamenta a falta de atenção do município, em não realizar a contratação de um profissional, para certificar sobre a situação dos servidores em locais insalubres, que estão comprometendo a saúde. Outro ponto apresentado aos vereadores por Márcio Silva Correa foi a denúncia de servidores sendo perseguidos, coagidos e muitos estão até pedindo exoneração do cargo. “Aqui está um servidor, que há muitos anos trabalhava nos distritos e recentemente foi removido para Manhuaçu, simplesmente por ser diretor sindical e discordar de algumas coisas da administração. Leandro está punido por defender direitos dos colegas”, disse Márcio Correa.

Ao ser convidado para falar sobre a situação dos servidores, o motorista Leandro Alves relatou a falta de respeito com os servidores do antigo Samal, o risco que enfrentam diariamente nos caminhões e a desvalorização no vencimento, que está desmotivando e muitos pedindo exoneração. “Está um caos, senhores vereadores. Carros não oferecem segurança, servidores revoltados com o péssimo salário e, por isso vocês estão percebendo as ruas com lixo acumulado todos os dias. Vai piorar mais ainda. Ninguém aguenta o que está acontecendo, principalmente a perseguição”, desabafou Leandro Alves.

O vereador José Eugênio demonstrou preocupação e reafirmou o quanto os servidores estão sendo “chicoteados”. Segundo ele, os três que trabalhavam no distrito de São Pedro do Avaí pediram para sair, devido à baixa remuneração. Questionou também sobre a LTCAT. Também manifestaram sobre o que vem acontecendo, os vereadores Misrael da Matinha, Jânio Mendes e Jorge do Ibéria.

Os representantes do Poder Executivo, ouviram a colocação do presidente do SINTRAM e do diretor sindical, bem como o questionamento feito a respeito do não pagamento da insalubridade e, a contratação da empresa para elaborar o LTCAT. O Secretário de Planejamento e Gestão, Fernando Dourado informou que está adiantado o processo de licitação, para contratar uma nova empresa e estuda a possibilidade de ser apenas para elaborar o LTCAT. Mas, pode demorar um certo tempo.

Ass. Imprensa/Sintram